Dicas de Fotografia em Viagem

Uma pequena compilação de dicas sobre Fotografia em Viagem para juntar dois dos grandes prazeres dos fotógrafos, para torná-los ainda maiores!

Fotógrafos viajantes, preparai-vos para as minha dicas de fotografia em viagem!

Ah, viagens… quem não gosta de viajar? Claro, é chatinha a parte de arrumar as malas (e desarrumar, arrumar de novo — quantas vezes mudar de cidade e hotel!), mas a experiência no geral costuma ser bastante interessante, por isso sempre queremos mais, do mesmo lugar ou de outro, pertinho ou bem longe… E pra quem ama fotografar, nada melhor que levar sua querida “menina” pra passear e nos dar aquele monte de lembranças tão boas (vamos ignorar o espaço em HD, tá?  =P). Como tenho já alguma experiência nisso e fiz viagens ao exterior até com câmera DSLR, tive a ideia de compartilhar algumas coisas que aprendi com isso.

Ah, uma observação: se alguém achar que estou falando hebraico, fique tranquilo: você está enganado, não é hebraico, mas fotografês. Precisando, busque o glossário fotográfico mais próximo!

Fotografia em Viagem
Dariusz Sankowski/Pixabay

Fotografia em Viagem – O essencial.

Em primeiro lugar, saibam que é fabuloso andar com um ótimo equipamento profissional quando se está fotografando, mas quando se está a fazer fotografia em viagem isso pode ser (bem) incômodo, pelo peso carregado durante os passeios. Isso se agrava se além de uma câmera pesada você leva várias objetivas e acessórios que irá usar pouquíssimo (ou nunca, a depender do quão corrida a viagem). Escolham equipamentos bons, mas não exagerem: peguem o que terão tempo e praticidade de usar e evitem levar, por exemplo, duas objetivas que podem fazer a mesma coisa praticamente com a mesma facilidade. Pensem bem nas suas prioridades fotográficas (sim, aí está uma ótima hora para refletir).

Então sabe aquele tubo de extensão para fotos macro de eventuais flores que vir pelo caminho? Prefira usar a teleobjetiva!

Vai fotografar mais paisagens, lugares amplos? Seria bom levar uma grande-angular, pois nem sempre se pode ir para trás, e mais para trás, e mais…

E aquele flash grandão pau-pra-toda-obra? Prefira levar um menor, uma objetiva mais clara e/ou subir o ISO.

Falando em objetivas claras (ƒ4, 2.8…), por incrível que pareça, elas são uma faca de dois gumes. Por quê? Porque no interior de uma igreja, por exemplo, pode ser de grande auxílio ter uma ƒ2.8 para lhe dar mais velocidade e você não precisar subir tanto o ISO, ou poder dispensar um tripé/monopé. Porém fora de ambientes fechados e com o dia bastante ensolarado pode ser mais um desperdício uma objetiva dessas. Então se não for realmente precisar de grandes aberturas e a sua clara não for a única, dê preferência a outra não tão clara (e certamente mais leve, menor).

Uma dica: se tiver que fechar o diafragma, lembre-se que numa distância focal maior rende basicamente o mesmo efeito que menos milímetros e uma abertura maior, considerando o desfoque de fundo (não vou entrar no mérito da distorção, pra não me alongar demais).

Considere também o uso de filtros de densidade neutra (ND – neutral density): eles podem evitar a dor de cabeça de estar apenas com uma objetiva clara em mãos e um cenário muito ensolarado à frente, com uma câmera que não tem velocidade suficiente para evitar a superexposição da foto. São ainda mais práticos do que uma troca de objetiva, e podem ser utilizados por quem estiver utilizando uma câmera compacta com adaptador para filtros.

No caso de viagem portando apenas uma câmera compacta, examine bem as especificações da câmera em sites especializados, como o Câmera versus Câmera (em português), ou o Dpreview (em inglês). Analise também se as imagens tiradas em ISOs altos serão utilizáveis em sites como o Comparometer. Vale ainda buscar por adaptadores para uso de filtros e suas especificidades — nem todas possuem suporte a eles.

A propósito, é sempre bom levar um flash, por mais básico que seja. As câmeras andam evoluindo bastante em termos de ruído nas imagens (ou seja, as fotos estão ficando mais limpas com ISOs altos), mas isso não basta para dar preenchimento, para amenizar contraste altas luzes-sombras ou aquela situação tão comum de querer retratar alguém com um fundo com luz bem diferente do ambiente em que está (o que dificulta uma fotometria geral, mas um flash, por vezes com disparo remoto, pode resolver). A Canon, por exemplo tem o compacto 270EX II, assim como a Nikon tem o SB400 – flashes assim são bons inclusive para usar em câmeras compactas sem desequilibrá-las.

Fotografia em Viagem – O que (mais) levar.

Para carregar tanto a câmera quanto a(s) objetiva(s), vale lembrar que a mochila pode também fazer diferença. Uma mochila mais pesada ou que não permita pegar a câmera facilmente podem deixar seus acompanhantes de viagem um tanto enfadados com seus “esperem aí um pouco!” — ou mesmo deixar seu pescoço ou punho dolorido, de tanto carregar a câmera fora da mochila. Duas linhas de mochila recomendáveis para manter agilidade e saúde são as Slingshot da Lowepro e as Aero da Tamrac.

Existem também as estilo carteiro (shoulder bag), que podem ser usadas num ombro só ou na diagonal (apoiada num ombro do lado oposto). A conhecida marca Golla e a National Geographic fabricam bolsas no estilo – se tiver jeito e corpo para uma bolsa do tipo, é uma opção interessante, por ficar do seu lado, não às suas costas — assim também são mais seguras, em termos de posicionamento.

Falando em segurança, há que se lembrar sempre da discrição: nem todo lugar é seguro, e infelizmente nós fotógrafos, tanto profissionais quanto amadores, temos que tomar cuidado e não “dar bandeira” num local arriscado. Dependendo do local aonde for, dê preferência a uma mochila normal adaptada ou uma mochila com divisórias para fotografia, mas que em seu exterior tenha menos “cara de bolsa de fotógrafo”. A Alhva faz cases Prisma para serem encaixados em mochilas comuns, além de suas próprias bolsas e cases. Já entre as marcas alternativas às “oficiais” da Canon, da Nikon e etc estão as já citadas Lowepro, Tamrac, Golla e National Geographic.

A propósito, pense bem também no que vai usar em roupas: se for a um local não muito seguro evite andar com camisetas com estampas de câmera, marca de fotografia ou algo do tipo. Não vá confie na (im)possibilidade de um meliante acreditar na sua conversa de que apenas aprecia fotografia, não clica (an-haaam!).

Então na hora de escolher que bolsa/mochila irá carregar, faça/procure um teste, informe-se com uma agência ou guia de turismo sobre os locais que irá visitar e evite sempre largar todo ou parte de seu equipamento num canto quando não o estiver utilizando: mantenha-o sempre perto de você, à sua vista — a não ser que esteja viajando no carro, aí vale carregar no porta-malas, desde que bem acomodado.

Outro problema frequente na fotografia em viagem, principalmente entre quem tem “dedo nervoso”, é o do cartão de memória que se enche rapidamente. Isso pode acontecer por basicamente dois motivos: 1 – fotografar em alta qualidade com pouco espaço disponível; 2 – fotografar numa qualidade que não é a melhor, mas com pouco espaço para gravar as fotos até poder descarregar o cartão.

foto via Pexels

Se você fotografa em DNG, RAW ou em TIFF mas só possui 4 gigabytes em cartões para gravar suas fotos, você corre um grande risco de deixar de fazer aquela foto por não ter espaço disponível no momento. Ou perder tempo apagando fotos e abrindo espaço numa hora em que devia estar fotografando e curtindo os cenários e motivos que aparecem à sua frente. Tenha pelo menos 6-8GB em mãos se não abre mão de uma ótima qualidade em seus cliques.

Já se você faz longos passeios durante a fotografia em viagem sem descarregar o cartão, existem duas alternativas: ou você compra mais um ou dois cartões (dependendo da capacidade) ou você programa uma pequena parada logo após uma refeição ou a chegada em um hotel para baixar as fotos e formatar o cartão. O armazenamento pode ser num tablet, netbook ou mesmo no notebook. Pela portabilidade e pela saúde de suas costas, recomendo descartar o notebook, pois este pode acrescentar um peso considerável à sua mochila e pode ser bastante incômodo carregá-lo nos trajetos em que ele não está sendo utilizado.

Aliás uma ótima opção, cada vez mais presente, é o próprio celular com o qual andamos para lá e pra cá. Cada vez mais os smartphones suportam até fotos em RAW, e isso, aliado às conexões sem fio das câmeras, amplia nossas possibilidades em termos de backup (e até de captura).

Falando em longos passeios… nunca se esqueça de levar ao menos uma bateria extra e, claro, seu carregador. Fique de olho também nas mudanças de padrão de tomada: se o plugue do seu carregador não for compatível com o padrão do local onde estará, providencie logo que possível um adaptador. Faça isso preferencialmente antes da viagem, ou programe essa compra para o 1º dia, não esquecendo de pôr um custo estimado no seu orçamento de viagem.

Fotografia em Viagem – O que fotografar (ou evitar).

Basicamente, tudo o que for ao menos minimamente interessante para você, mas sem exagero.

Em que sentido sem exagero? Evite dar uma de turista exagerado. Não fotografe banheiros, por exemplo: por mais bonitos que sejam, não deixam de serem banheiros. Além do que, com isso você pode deparar-se com pessoas achando que sua privacidade está sendo invadida, e a situação pode ficar bastante tensa.

Fotografar em igrejas e afins também requer seus cuidados: se estiver em horário de celebração ou pessoas rezando no local, procure não fazer barulho – aja como se estivesse num cinema, mas sem filme, sem comentários sobre que ator é bom. Certifique-se que no templo que está visitando é permitido o uso de flash, se isto for primordial para conseguir sua foto (lembre-se que muitas vezes usá-lo é má ideia – evite fotografar no modo automático da câmera).

Da mesma forma, evite comprometer pessoas em situações em que elas possam não estar à vontade sendo fotografadas daquela forma. Gente comendo não fica bem numa foto, pelas expressões típicas de quem está mastigando/ tomando/chupando algo, então se quiser evitar que seus acompanhantes saiam com cara de camelo, guarde a câmera na hora das refeições. E coma, que fotógrafo sem energia não dá certo!

Monumentos, igrejas, vistas gerais das cidades, arquitetura, comida, um acontecimento pitoresco, pessoas interessantes do local, tudo pode ser fotografado, desde que com bom senso e, se necessário, autorização.

E por falar em autorização… convido alguém mais relacionado com o mundo das leis para colocar-nos conselhos e restrições da fotografia em espaços públicos em geral. Com a palavra Diogo Ramos:

Em tese, tudo aquilo que não é defeso em lei é permitido fazer. Exemplificando: se não há uma lei que lhe proíba sair com uma melancia pendurada no pescoço, então você pode fazê-lo. Digo “em tese”, pois não há a necessidade de que tudo que é proibido, ou permitido, seja expresso literalmente em lei, obviamente há que respeitarmos princípios fundamentais como da moralidade e bons costumes, e a violação destes preceitos também pode configurar como crime.

Fotografar, obviamente, não viola os preceitos da moral ou dos bons costumes (desde que você faça isso dentro dos padrões convencionais), e também não viola qualquer outra lei existente. Portanto, não deveria ser proibido fotografar em lugar algum.

Não deveria, mas é! Está assim definido na Lei de Direitos Autorais:

“Art. 48. As obras situadas permanentemente em logradouros públicos podem ser representadas livremente, por meio de pinturas, desenhos, fotografias e procedimentos audiovisuais.”

Desta forma o legislador está expressamente autorizando o fotógrafo a realizar sua arte em locais públicos. A proibição vem quando o local a ser fotografado não constitui como um logradouro público, como por exemplo as áreas militarizadas.

Também é necessário que tenhamos conceitos distintos entre fotografar e utilizar uma imagem. O primeiro ato, conforme visto, é permitido desde que respeite as restrições claramente expressas em lei. Já o segundo deve respeitar preceitos estabelecidos sobre o uso de imagem.

A utilização indevida, como a exploração econômica, por exemplo, é passível de ação legal para ressarcimento dos danos, mas isso é assunto para um artigo futuro e específico.

Portanto, a atitude mais correta ao fotografar em uma viagem, em lugares que você não conhece profundamente a cultura local, é o bom senso. Nem sempre vale a pena você discutir com um agente de polícia que tenta lhe proibir de fotografar uma praça, ele dificilmente escutará suas razões, mas também não é válido abaixar a cabeça para o primeiro “não” que ouvimos. Fazer valer os nossos direitos é dever essencial de todo cidadão, mas é claro que a situação fática irá nos dizer qual a melhor atitude a se tomar.

Importante também lembrar que o direito à imagem dos cidadãos é um direito fundamental previsto na Constituição Federal, e que, portanto pode prevalecer sobre outros direitos como o da liberdade de expressão ou de imprensa.

Infelizmente vivemos num mundo em que ainda há suspeitas por parte de pessoas desinformadas (para dizer o mínimo) sobre o ato de fotografar, seja apenas retratando uma cidade (acho que foi em Paraty que proibiram certa vez de retratar a cidade, e um fotógrafo britânico chegou a documentar ameaça de prisão em vídeo por estar fotografando as ruas de Mansfield), clicando num metrô (certa época uma estação do famoso Underground londrino proibiu DSLRs) ou flagrando um ato ilegal (exemplo: uma manifestação de racismo) e fazendo isso de forma autorizada pelas leis locais, ainda que seguranças/guardas/brutos em geral discordem.

Evite também clicar situações que possam expor demais coisas relativas a sua vida privada, se sua intenção for colocar na web: aproveite recursos de restrição dos sites, e mesmo assim tome cuidado. Já pensou como ficaria a imagem do Mark Zuckerberg se ele tivesse uma foto muito comprometedora no seu perfil, com aquele vazamento no Facebook? E se você compartilha uma imagem íntima numa rede social restringindo o conteúdo só a amigos e “apenas conhecidos”, mas um dos conhecidos repassa para alguém que você nem conhece?

Fotografia em Viagem – Como fotografar.

Não, não vou copiar o manual de sua câmera e lembrar onde fica o ajuste de abertura e etc. Minha pretensão é passar alguns macetes que aprendi em livros e treino prático. Se tiver dúvida sobre como fazer algo em sua câmera, leia o manual antes de tudo.

Essa parte aqui pode parecer bastante óbvia para quem lê livros sobre técnicas de fotografia, mas como nem todo mundo com uma câmera é um fotógrafo dedicado com tempo para pesquisar, não custa colocar aqui algumas dicas rápidas para quem está se aventurando num local desconhecido (ou quase isso). Aí vão…

Confie no fotômetro de sua câmera, mas sem exagero

Isso vale tanto para quem porta uma câmera compacta quanto para quem utiliza DSLR. Todas enganam-se ao se depararem, por exemplo, com uma cena mais escura ou um objeto escuro enchendo o quadro: a câmera vai querer clarear! (e vice-versa)

Então, na hora de escolher que câmera levar pra viagem, dê preferência a uma câmera que você já conheça os enganos que ela costuma cometer. Se isso não for possível ou não parecer boa ideia, aprenda bem o uso de EV. Que aliás, é um recurso bem útil quando se está fotografando em locais variados, com iluminação bastante diferente de um lugar para o outro.

Vale ter cuidado com o brilho do monitor também: dependendo desse brilho e da iluminação, você pode ter uma impressão errada sobre a eficácia na exposição de seu clique, ou seja, achar que uma foto que tirou com grande abertura num local ensolarado está escura ou achar muito clara uma foto tirada num local de luz fraca.

Enquadre tudo, inclusive os detalhes

Uma foto com ângulo bem aberto vai lhe dar uma perspectiva sobre o lugar; uma foto com zoom lhe dá uma visão mais detalhada, e dependendo do assunto, tanto uma como a outra podem ser muito interessantes como registro e até como expressão artística.

É mais aconselhável dar preferência a cliques mais abertos, porque se a foto tiver boa qualidade, pode-se optar por um corte. O contrário não acontece: não há como “abrir” um clique feito com zoom – o que foi clicado com zoom não pode ter visão ampliada!

Essa dica vale também para quando se vai fotografar grandes monumentos e pessoas juntos: chame as pessoas para perto e deixe o monumento mais atrás. Assim você enquadra o monumento mas também terá as pessoas aparecendo bem na foto, e não pequenas na imagem. Considerando que a maioria dos viajantes não costuma ampliar essas fotos em tamanhos grandes, é péssimo ver os viajantes irreconhecíveis como um pontinho junto à torre Eiffel, por exemplo.

foto por Kaique Rocha/Pexels

Se abaixe, levante a câmera, mova-se.

Se pretende ter cliques ótimos na viagem mas não resistir à preguiça melhor nem ligar a câmera, ou muito provavelmente terá que lidar com a frustração de fotos que poderiam ser bem melhores apenas com uma mudança de plano, de ângulo. Não tenha vergonha de ficar em posições estranhas: quem ri de sua pose não vê sua foto (e com certeza também diverte-se menos por conta própria).

Temos já aqui um texto sobre o quanto a preguiça pode deixar suas fotos entediantes e difíceis de serem vendidas, vale dar uma lida.

Não quer perder tempo com foco? Use hiperfoco.

Parece algum nível de concentração para máxima produtividade, talvez até sob efeito de alguma droga para TDAH. Na verdade normalmente é algo do tipo, mas em fotografia o termo refere-se a uma técnica comum entre fotógrafos de paisagens para obter ampla nitidez numa imagem.

Evidentemente se não é o que pretende, esqueça. Em viagem, porém, saber a distância focal de seu kit — ou calcular rapidamente via site/app no celular — pode ajudá-lo bastante em várias situações frequentes entre viajantes. A técnica consiste em tirar proveito da física/óptica envolvida quanto ao foco, que abrange ⅓ atrás do ponto de foco e ⅔ à frente. Assim fazendo uso de abertura e distâncias adequadas tem-se tudo nítido numa faixa imensa da cena.

Tenha à mão, então uma anotação ou calculadora de profundidade de campo (a famosa DOF) e aproveite este macete para fotos de paisagem, nas ruas, cliques turísticos, onde quiser.

Não espere a hora ou o tempo certos: clique várias.

Você já passou por todo o processo de pensar/escolher o destino, a época da viagem, escolher como chegar lá, comprar as passagens (ou preparar seu carro), acertar sua hospedagem, preparar as malas, planejar roteiros (ou contratar sua vaga na excursão que tem os melhores).

Viajou, instalou-se, enfim está no local pretendido e… não está como esperava, não está na hora certa, e, principalmente, você não sabe se poderá voltar ali outra hora. Ou existe essa possibilidade de regresso, porém também a do tempo estar ainda pior. Você deixaria de clicar? Se sim tecnicamente você estaria adotando uma atitude contraproducente, especialmente se almeja produzir fotos para venda. Afinal tentar vender uma foto mediana — supondo que nem todas poderão ser melhoradas — é melhor que não ter nenhuma e ter a viagem perdida em um de seus objetivos (talvez até o principal).

Além do mais, o que pra você é uma foto mediana para alguém que busque uma imagem específica daquele local a sua “mediana” pode por algum motivo ser perfeita. Imagine ainda o prazer em produzir depois uma foto melhor e fazer a comparação. Aproveite, então.

Divirta-se!

Você está viajando, oras! Se não estiver fazendo sua viagem a trabalho, não há grandes motivos para estressar-se, concorda? O que contribuir para a diversão ao fotografar (lembrando: dentro do bom senso!) será válido; e quando der mais vontade de apenas viver a experiência sem preocupar-se com cliques, não há problema: viva e seja feliz!

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